Pular para o conteúdo principal

Cólicas: aprenda a identificar

Que mulher nunca passou por uma crise de cólica? A intensidade pode variar bastante, e, dependendo do caso, nos incapacita de fazer qualquer coisa. Mas, apesar de comuns na rotina feminina, elas devem ser observadas com atenção, pois podem ser sintoma de que algo não vai bem.

Ai, que cólica!

“Cólica menstrual ou dismenorreia é a dor pélvica (em baixo ventre) provocada pelas contrações uterinas, em decorrência da liberação de prostaglandinas. Ela pode ocorrer antes, durante e após o período menstrual”, explica o Dr. Rodrigo Pereira de Freitas, ginecologista do Hospital Samaritano (São Paulo). “A cólica menstrual caracteriza-se por ciclos de dor intensa, com aumento gradual da intensidade até um pico e depois melhora lentamente. A severidade é variável, e pode irradiar para a região lombar e coxas”, explica o Dr. Francisco Furtado Filho*, ginecologista do Hospital VITA Batel (Curitiba). 

Algumas mudanças simples nos hábitos de vida, como praticar atividade física, alongamentos, aplicação de calor local e uma dieta equilibrada, podem amenizar esse mal-estar. Medicamentos são permitidos desde que com acompanhamento médico, já que seu uso indiscriminado pode mascarar casos mais complicados.

Quando é hora de investigar?

“Caso as cólicas não sejam resolvidas com medidas simples, ou sejam persistentes e cíclicas, deve-se procurar ajuda médica para o devido diagnóstico”, recomenda o Dr. Francisco.

Algumas causas mais comuns são:

Adenomiose – As células endometriais invadem o espaço entre as fibras musculares do útero e, em alguns casos, formam nódulos simulando miomas, chamados adenomas. “Nesse caso as cólicas são crônicas, com irradiação para as coxas e/ou região lombar, acompanhadas de sensação de peso no abdômen, com ou sem alterações dos sistemas urinário e/ou intestinal. A dor nas relações sexuais (dispareunia) também poderá ser observada”, diz o Dr. Francisco. 

Endometriose pélvica – Caracteriza-se pela presença de células do endométrio fora da cavidade uterina. “Neste caso, as cólicas são habitualmente cíclicas, piorando no período pré-menstrual e menstrual. Podem variar de intensidade independentemente do grau de endometriose”, explica o Dr. Francisco. Essa condição pode acompanhar infertilidade, e nem sempre provoca dor. 

Retroversão uterina – Ou “útero virado”. É uma condição em que o útero encontra-se com o fundo do corpo uterino voltado para a coluna lombar e sacral. Pode causar cólicas de diferentes intensidades e características, e pode acompanhar mudanças de hábitos intestinais e urinários.  

“É muito importante diferenciá-las, mas isso nem sempre é uma tarefa fácil. Deve-se realizar uma avaliação médica minuciosa, pois a história clínica (características da cólica, intensidade, fatores de melhora ou piora etc.), associada a exames físicos, laboratoriais e de imagem, é necessária para o diagnóstico correto”, explica o Dr. Rodrigo.
Fonte: www.atmosferafeminina.com.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

15 causas que impedem um casal de engravidar

O sonho de ter um filho não é fácil de realizar para todo mundo. De acordo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, dois em cada dez casais têm alguma dificuldade em reproduzir, por motivos que vão dos físicos, como o avanço da idade, aos psicológicos, a exemplo da ansiedade. "Podemos dizer que 40% dos fatores causadores da infertilidade são provenientes do homem, 40% da mulher e 20% de ambos", diz o ginecologista João Dias Jr., coordenador clínico do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a infertilidade é caracterizada pela ausência de concepção após doze meses de relações sexuais sem a utilização de contraceptivos. "Se depois desse período a gravidez não acontecer, é preciso procurar ajuda médica", diz o urologista Marcelo Vieira, titular da Sociedade Brasileira de Urologia. Infertilidade não deve ser confundida com esterilidade, uma condição na qual o corpo não é mais capaz de pr…

10 coisas que você não sabe sobre HPV

Hoje sabemos muito sobre diferentes assuntos relacionados à saúde, mas ainda existem alguns temas que geram dúvidas nos consultórios ginecológicos, como o HPV. "Ao longo da vida, cerca de 70% das mulheres serão expostas ao Papiloma Vírus Humano (HPV), mas a maioria eliminará o vírus espontaneamente", explica ginecologista de São Paulo. A seguir, confira dez coisas que você não sabe sobre o HPV:
1. Camisinha masculina não protege completamente contra o HPV "O preservativo masculino protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis e evita a gravidez, mas não é totalmente eficaz na prevenção do contágio do HPV, mesmo quando não há penetração. A questão é que a camisinha não isola as partes genitais externas, passíveis de infecção pelo vírus. Sendo assim, se o parceiro for portador do vírus e este se encontrar nestas regiões, poderá haver transmissão, apesar do uso do preservativo", explica a ginecologista.
2. Camisinha feminina é mais eficaz para evitar o contá…